Tenho um relacionamento ioiô e agora?

Sempre quando começamos uma relação torcemos e acreditamos ser para sempre. Mas sabemos que nem sempre é possível e que nos relacionar com outras pessoas não é uma tarefa nada fácil.

Com o passar do tempo nos vemos muitas vezes em uma relação que não está lá essas coisas ou sentimos como algo superficial e que na grande maioria do tempo nos trás mais tristezas do que alegria.

Como última cartada, muitas vezes optamos pelo: ‘’dar um tempo’’. É quando isso acontece que é preciso saber exatamente todas as consequências.

Alguns cenários possíveis

  • Ambos usam esse tempo para refletir e entender o que pode estar acontecendo e onde podem estar errando. Com isso, o amadurecimento ultrapassa os problemas, e seguem suas vidas genuinamente felizes.
  • Há pelo menos um membro da relação que não se sente confortável com o tempo e termina a relação de vez, com cada um seguindo sua vida.
  • E você pode acabar também no tão famoso relacionamento ioiô: existe a vontade de estar junto, e então reatam, um tempo depois julgam não dar mais certo, terminam e reatam de novo, com isso virando um’’ looping’’ gigantesco.

Como são esses relacionamentos ioiô?

Comumente este tipo de relacionamento se caracteriza em primeiro lugar pela imaturidade (muitas vezes de ambas as partes), a baixa tolerância a frustrações (os motivos das brigas são bobos), muito orgulho envolvido.

A psicoterapêutica Carmen Cerqueira Cesar acredita que esta prática está associada a casais mais jovens, mas que isso pode se tornar um mal hábito e durar anos.

Estes relacionamentos estão também sob muito estresse e desgaste.

Porque isso ocorre

Ressalvo alguns casos, casais gostam de uma versão mais dramática do amor e fazem destas eternas ‘’idas e voltas’’ o combustível da paixão.

As brigas e afastamentos servem para trazer saudade. Muitos acreditam também que terminar/reatar vai fazer com que os problemas sumam. Lamentavelmente isso não acontece e os motivos que te levaram a tomar esta decisão ainda estão ali exatamente aonde você os deixou e a repetição deste ciclo propende a arruinar a sua autoestima.

Também acontece em algumas relações a dificuldade de se manter um compromisso, e então existe o afeto, a vontade de estar junto, mas apenas até certo ponto.

Os envolvidos não estão dispostos a viver de acordo tendo suas obrigações e responsabilidades no relacionamento.

Então o que fazer?

Primeiro passo: tenha um conversa franca consigo mesma. As respostas sempre vão estar bem aí dentro, e só assim você vai conseguir lidar com suas frustrações e anseios.

Segundo passo: se imagine a longo prazo daqui a 5 ou 10  anos, trace seus objetivos e sonhos, pense até que ponto consegue chegar nesta relação.

Olhar para o futuro ajuda a entender e encarar a realidade da relação tal como ela é. Analise cada reconciliação e monitore seus pensamentos. Imagine como estará sua vida daqui alguns anos e se esse é o relacionamento que você quer carregar contigo nessa jornada.

Se você fica nessa de terminar/voltar por ter medo de fazer a escolha errada e no fim acabar se arrependendo, saiba que é assim mesmo, e que na vida não teremos certezas de tudo.

Muitas vezes vale o risco, o que não vale é ficar procurando a felicidade onde não tem.

Término nunca é fácil

O número de vezes que você termina e volta é proporcional ao medo de terminar de vez essa relação. Então siga aquele velho conselho da sua mãe e ‘’dê tempo ao tempo’’.

Permita-se, sempre existirão novos começos, novos caminhos, e novos amores. Basta está ali para ver!

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